Os meus olhos fixam no infinito o algo que não surge e não consegue emergir da escuridão que é o meu dia. Transponho o muro de pedra que insiste em florescer no meu jardim de rosas negras que nunca rego na tentativa de as sufocar sem alimento, mas a vida faz o favor de as regar com as lágrimas da dor do meu peito. Salta, salta para fora da minha vida, para fora do meu tormento e cala-te! Não te quero ouvir mais, quero estar no silêncio, no silêncio que é único poiso da minha tranquilidade. Sabes aquele momento em que tudo escurece e somos dominados pelo inferno da angústia e do aperto do amanhã, da ansiedade e da inquietação, pela necessidade de gritar alto pelo teu colo e pela tua mão.
Dá-me a tua mão!
Dá-me a tua mão!
Comentários