Deito-me na solidão, por mais um noite,
E sobre o meu leito cai o breu pesado da minha alma.
Tranco-me num quarto vazio,
Onde até o bafo pesa mais que uma pluma,
Onde o ar é gélido e as janelas transpiram com o calor da rua.
Chove, e as pingas gotejam na calçada,
E o povo com medo se esconde nas arcadas.
Era aí que Pessoa arrastava as suas pernas,
E tomava o seu trago,
Triste a sina do homem do bagaço!
Ai quem me dera aquecer a alma,
Lendo o jornal das letras dispersas e tomando uma caneca de café pingado.
E sobre o meu leito cai o breu pesado da minha alma.
Tranco-me num quarto vazio,
Onde até o bafo pesa mais que uma pluma,
Onde o ar é gélido e as janelas transpiram com o calor da rua.
Chove, e as pingas gotejam na calçada,
E o povo com medo se esconde nas arcadas.
Era aí que Pessoa arrastava as suas pernas,
E tomava o seu trago,
Triste a sina do homem do bagaço!
Ai quem me dera aquecer a alma,
Lendo o jornal das letras dispersas e tomando uma caneca de café pingado.
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