Avançar para o conteúdo principal

Estrela

É grave quando dás conta do paradoxo existencial do teu Ser, e quando dás conta que a tua mente navega num mundo a parte do teu corpo. Quando nos apercebemos que escorrem entre os dedos a fluxo da vida, e deixamos escapar o amor sem sabermos o porque da sua vinda… A minha mente está morta, e procuro encontrar forma de lhe dar vida sem que caia no erro mundano de fertilização “in vitro”. Faltam escassas horas para a libertação total, para que inicie a minha caminhada, e ande descalça a sentir a força global do universo sobre a minha alma… sentirei a brisa das manhãs sobre o meu rosto desnudado de vergonha, onde a minha vida esta gravada, por cada néctar do sumo do meu suor… a Luz do meu verão irá acompanhar os meus dias e as minhas noites, queimando o meu corpo e purificando os meus pensamentos mórbidos e cansados, cansados de uma vida que me arrastou para um abismo profundo…
Mas a Estrela que brilha no Azul apagado do imenso Céu conseguiu erguer-me, sorriu para mim sem pedir nada em troca, só a atenção que há muito deixei de dar ao Céu, mas as Rosas têm espinhos e os meus mais uma vez picaram o coração de quem não devia… “Confia!” Dizia a Estrela, e os meus espinhos não deram ouvidos, mudos para a vida, para o Amor, tornaram a marcar a tua pele…
É preciso ouvir quem sente, amar quem ama, beijar quem deseja e abraçar quem precisa.

Eu te oiço, eu te amo, eu te beijo e te abraço!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Tu

Não há um único momento que não agradeça a tua existência na minha vida. Ao logo dos anos fiz escolhas acertadas e algumas que só de pensar me deixam desconfortável e pensativa. Houve escolhas que terminaram menos bem, mas que foram essenciais na minha vida, que ainda hoje agradeço por terem acontecido, outras que mais valia não terem ocorrido, que de alguma forma foram uma lição de vida, mas que marcaram de forma negativa o meu percurso. Fui me descobrindo, e ainda hoje me descubro, descubro que existe ânsia e sede de conhecimento, e existe uma necessidade extrema do teu aconchego. Sentir-te é inevitável e não há forma mais prazerosa de se estar, se não do teu lado a sentir a tua respiração e o teu amor fervorosa que sinto em cada gesto ou palavra que trocamos. No meu coração, alma, aura, espírito, no meu eu, brilha cada vez mais alto a luz real do amor verdadeiro, incondicional, que sinto quando te digo adeus, porque esse adeus é sempre um começo de um olá. Cada vez que estou de part...

Perda

Inconscientemente achamos que somos todos eternos e desvalorizamos muitos atos de carinho, ternura, preocupação, dedicação, simplesmente ignoramos a existência de um fim. Quando esse fim bate-nos a porta ficamos meio perplexos e achamos que chegou cedo demais, esquecemos de todas as vezes que nos bateram à porta e nós não fizemos caso. Depois vem o egoísmo, a humanidade não está preparada para a perda, então vem a dor, o aperto no coração, o vazio, a falta de esperança, e nada nem ninguém consegue mover esse sentimento que está entranhado na nossa alma. A questão é, onde fica a dignidade humana? Vale a pena ceder a caprichos e (sobre)viver apenas para que o outro te possa ver ou te sentir quando precisa? Ou devemos apenas aceitar que chegou o fim (com dignidade)? Devemos permitir a partida mesmo que a perda seja monstruosa para a nossa existência. Perder para valorizar os momentos de existência. CC 10.07.17

Amizade

A cada dia que passa, percebo que o meu conceito de amizade difere da restante sociedade, mas devemos respeitar todas as perspectivas, cada ser humano define os limites aceitáveis para a interligação entre seres da mesma espécie. A amizade tem tendência a crescer progressivamente, em que chegamos a um ponto que conseguimos nos dar inteiramente a uma pessoa que nos faz sentir bem e que compreende cada momento menos bom dos nossos dias. A disponibilidade é reciproca, e não devemos ver a necessidade do outro em ter contacto connosco como sendo algo negativo ou demasiado invasor, porque se alguém nos procura é porque somos importantes para esse alguém, e que de alguma forma damos a uma pessoa uma parte de nós, e ao dar, estamos a elevar a nossa capacidade de partilha, de compaixão pelos seres que nos transmitem energia positiva e que nos transmitem novos ensinamentos e cultivam a nossa vida com novos conhecimentos. CC 21.08.2013